O Calor da música Tropical

sempre descendo até o chão, não importa o Ritmo.

É da faixa central que circunda o planeta (e por que não dizer da “Cintura”) da terra que emana a musicalidade mais forte, suingada e cheia de malícia que o homem já conseguiu fazer. De norte a sul da africa, das ilhas da América central ao sul da península indiana, do norte e nordeste brasileiro, passando ainda por algumas secas regiões do oriente médioe do leste da europa ( já um pouquinho ais ao norte desta cintura) a percussão juntamente com as melodias das cordas e dos metais criam um inexplicável frenesi no trio Cabeça, Corpo e Membros de toda a civilização humana, qualquer que seja a sua origem, gregos e troianos sempre se permitem rebolar ao som destes ritmos ou de variações por eles influenciados.

A quem diga que não haveria a música mundial sem o ritmo, as sutilezas e o vigor das referencias africanas, que estão desde o Spirituals, pai do soul, tio do funk e avô do hip hop, ao candomblé pai do samba, tio da bossa e avô do Funk carioca, diga se de passagem que o funk carioca deixa de ser o Miami Bass de Africa Bambaata quando incorpora a célula rítmica do maculelê, ritual irmão da capoeira e que ficou conhecido pelo carinhoso apelido de tamborzão.

com a cara cheia de Arak ou Vodka, ciganos tocam fogo nas pistas do mundo.

E por falar nestas mudanças estéticas no processo de inclusão das novas tecnologias de produção a mesma Africa que secretou e proliferou o Zouk entre os anos 70 e 80 (pai da lambada), hj requebra ao som do Kuduro(irmão caçula da Lambada), uma variante do ritmo setentista cheia de elementos eletrônicos, como o Funk do rio, com letras engajadas que flertam com o Rap e a poesia popular, atualmente é possível ouvir Kuduro em qualquer pista de dança mais antenada de qualquer metrópole mundial, sempre ao lado de outros ritmos tão eletrônicos e dançantes quanto ele.

Desde o verão de 2007 o Kuduro se popularizou nos Djsets de Global/Gethoteck ao lado do Funk carioca (na europa conhecido como Baile Funk) e dos Balkan Beats do leste europeu, Festas como a Heat do DJ e produtor alemão Daniel Haaksman e a Global Mix da Dj brasileira Grace kelly, programas e emissoras de rádio, como a Multikult todos estes em Berlin contribuíram com a abertura de espaços, mentes e corpos pra ouvir a música dançante, quente e Fuleira produzidas na “Cintura do Planeta”.

Aparelhagem Tupinambá com DJ Dinho, Faz o " T "

Pra o verão 2010 a grande aposta está na Cumbia digital que vem da Argentina, Colombia e Perú por produtores como El Remolom, Fauna e Villa Diamante do coletivo Zizec de Buenos Aires que pegaram a sonoridade desta música tão popular em suas cidades e acrescentaram a elas elementos eletrônicos mais fortes, influencias do Dub e do hiphop criando um frescor moderno a um ritmo já dançante e super divertido. Correndo por fora e como a grande promessa pra 2011 vem a música das aparelhagens amazônicas o Tecnobrega, vigorosa, popular e altamente dançante esta esperando pra ser descoberta pelas pistas mais quentes do mundo.

BAILE TROPICAL, boteco são matheus,01/05
djs:Bernardo Pinheiro,Patricktor4,Guga de Castro/CE,Presi/DF

One response to this post.

  1. Gostei muito do cenario, mas porque tambem sou dj.

    como obter esse som ?????

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