Baile Tropical estreia este sábado (1.5) em Belém

As pistas de dança mais modernas e antenadas do planeta estão abrindo cada vez mais espaço para a música feita nas periferias do mundo, com influências principalmente de hip hop e eletrônica que por aí afora chamam de GuethoTech, literalmente música eletrônica de gueto ou periferia, que ganham espaço ao lado de ritmos já consagrados, de base também na periferia altamente dançantes, como o samba, a salsa, o bolero e o funk dos anos 70.

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Esse conceito agora tem espaço garantido no Baile Tropical, festa que estreia neste sábado no bar São Matheus, com a participação dos DJs de Guga de Castro (Fortaleza), Presi (Brasília), Patrick Tor4 e Bernardo Pinheiro.

Num mundo cada vez mais globalizado, o GuetoTech se firma como o reconhecimento da música feita de forma criativa e original nas periferias, e que, longe das pasteurizações, só tem um objetivo central: fazer dançar.

“Não uma periferia qualquer, estigmatizada por crime e pobreza na ótica de quem está de fora, mas uma revolução destes conceitos causada pelo acesso às novas tecnologias e pela releitura atual de sua própria realidade social, estética e cultural”, explica o DJ Patrick Tor4, idealizador do projeto que também ganhará versões em outras capitais do país. “Com o Baile Tropical queremos criar uma pista quente, divertida e de batidas diversas conectando ritmos, pessoas e sonoridades”, explica.

E é assim que os já tradicionalmente dançantes funk dos anos 70, cúmbia, salsa, bossa, zouk, brega e bolero quando se juntam às batidas eletrônicas do hiphop, ragga, dub, tecno, eletro, house, drum n` bass nas pistas de dança das principais periferias do mundo se transformam em funk carioca (funk 70 hip hop) no Rio, kuduro (zouk eletro hiphop) em Angola, cúmbia digital (cúmbia dub hip hop) em Buenos Aires, tecnobrega (brega house tecno) em Belém, Nova Bossa (bossa nova drum´n bass) em Londres.

Segundo Patrick, o nome Baile Tropical é uma forma de fazer uma localização geográfica mesmo. “É da faixa central que circunda o planeta – e por que não dizer da “cintura” da terra? – que emana a musicalidade mais forte, suingada e cheia de malícia que o homem já conseguiu fazer.

De norte a sul da África, das ilhas da América Central ao sul da península indiana, do norte e nordeste brasileiro, passando ainda por algumas secas regiões do oriente médioe do leste da Europa (já um pouquinho mais ao norte desta “cintura”) a percussão juntamente com as melodias das cordas e dos metais criam um inexplicável frenesi no trio cabeça, corpo e membros de toda a civilização humana”, define, com bom humor, o DJ que acaba de participar do Conexão Vivo, em Belo Horizonte, e em fevereiro foi o resposável pelas pick-ups do RecBeat, principal festival alternativo do carnaval em Recife.

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Com tanta experiência, ele garante que no Baile Tropical também ditará tendência com os ritmos que serão o hit das próximas estações. “Para o verão 2010 a grande aposta está na cúmbia digital que vem da Argentina, Colombia e Peru, que criou um frescor moderno a um ritmo já dançante e superdivertido. Correndo por fora e como a grande promessa para 2011 vem a música das aparelhagens amazônicas, o Tecnobrega, vigorosa, popular e altamente dançante e que está esperando para ser descoberta pelas pistas mais quentes do mundo”.

Patrick é o DJ residente da festa junto com Bernardo Pinheiro, e entre os convidados está DJ Guga de Castro, que promove semanalmente em Fortaleza a famosa Farra na Casa Alheia, com um repertório diverso que vai do Carimbó até os Balkan Beats do Leste Europeu, promovendo uma simbiose nas pistas de dança do Brasil e do mundo em um grande caldeirão sonoro. Presi, de Brasília, já rodou por várias capitais brasileiras e sul-americanas trazendo destas viagens as novidades e raridades da Venezuela ao Chile do Peru à Argentina. Atualmente é DJ residente da festa-inferninho “Barricada Social Clube”, em São Paulo e curador do circuito de DJs do Festival “El Mapa de Todos”, que reúne bandas e artistas de vários países ibero-americanos.

Serviço: Baile Tropical. Sábado, 1º de maio, no Boteco São Matheus (Padre Eutíquio), a partir das 22h. Ingressos a R$ 12 (até meia-noite com flyer impresso ou virtual no celular) e R$ 10 com nome na lista (tropicalbaile@gmail.com). Informações: 8870-8727

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