tecnomelody ou tecnobrega (parte 1)

Com o crescimento das estratégias de promoção do ritmo paraense Tecnobrega para uma expansão nacional resolveram sacar fora o termo “Brega” do nome pra que o produto ficasse ainda mais vendável e sem exaltar os preconceitos de um potencial público consumidor do eixo sudeste/sul.

Particularmente não gosto muito do termo tecnomelody como o principal nome que aglutina toda a manifestação musical, entendo ele se referindo a apenas uma das tendencias do tecnobrega e este sim acho que é o termo amplo, Tecnobrega.

Djs em sua nave espacial comandando samplers, computadores e outras Aparelhagens. Foto Por BÉCO DRANOFF

O brega é que é a raiz de tudo a grande música popular das ultimas três décadas infiltrada em vários outros estilos musicais brasileiros do samba ao sertanejo, passando pelo forró e até pelo rock com um pé no iê-iê-iê ou jovem guarda, e o tecnobrega é a evolução eletrônica do brega com suas variações; tecnomelody, eletromelody e eletroragga e todas as possibilidades que venham a surgir.

chamar tudo de “melody” é uma tentativa comercial de negar o ‘brega’ uma das mais autenticas manifestações populares brasileiras, por puro preconceito, entendendo o “brega” como algo ruim ou menor por simbolizar a periferia e tudo que esta dentro dela as pessoas sua cultura, sua classe social e até seu grau de instrução.

Fora do pará ninguém conhece a batida eletrônica, o tecladinho e as versões de sucessos internacionais como melody, todos conhecem e querem o tecnobrega, suas batidas fortes, suas letras românticas e as luzes e som da aparelhagem, tecnomelody musicalmente falando é um fenômeno com menos de 1 ano pro resto do pais. Em qualquer lugar que se for o termo tecnobrega existe é conhecido, e desperta o interesse de muitos desde os playboys que curtem som “bats-taca” das boates de classe média, passando por roqueiros alternativos até obviamente as periferias tomadas pelo axé e sertanejo.

DJ esquentando a pista Foto Por BÉCO DRANOFF

Com a decadência absoluta da industria fonográfica por conta das novas possibilidade tecnológicas (mp3, internet e principalmente computadores mais baratos à venda em 20 prestações em Supermercados de todos o país) dificilmente irão existir os mesmos impactos comerciais que já houveram nos anos 70 e 80 com estilos musicais, discos e artistas, hoje em dia se tem muito mais artistas, muitos estilos, muitos sites,comunidades e redes na web, ou seja esta cartada que pertencia as grandes gravadores hoje esta mais dissolvida de modo geral.

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