DJ Bina Jares e os classudos Merengues dos anos 40 e 50 no BaileTropical#2

no conforto do Lar, Bina em companhia de seus discos

Ele prefere ser chamado de “discotecário” a DJ. Afinal, Bina Jares, jornalista e publicitário sempre levou mais a sério as duas últimas, ou, pelo menos foi de onde tirou uns trocados pra pagar a metade das contas. Discotecário porque Bina discoteca, põe música pro povo dançar, música pura e simples, sem os aparatos e truques que tornam cada DJ únicos em si.

A “coisa” vem de longe. Nascido em meio a discos – seu pai era um dos homens do antigo selo Sinter – e parentes envolvidos em comunicação (rádio, TV e jornal), logo cedo tomou gosto pelo rádio. Em 1970 estreava seu primeiro programa de rock, ainda numa AM. O microfone foi aposentado em 1987 e manteve a curiosa mania de só fazer programas de rock, mesmo tendo escutado na infância coisas do tipo de Xavier Cugat, Bienvenido Granda, Waldir Calmon, Bing Crosby, Frank Sinatra, Nat King Cole e outros não lembrados por Bina, por pura traição da memória – a dele.
Os discos eram artigos de luxo na década de 70 e ter um pequeno acervo era prato cheio pra convites “pra tocar” em festinhas particulares ou em casa de amigos. Fã de Big Boy e Ademir passou a “brincar” com o funk setecentista, sem abandonar as discotecagens com o bom e velho rock’n’roll.
Assim, ainda nos anos 70 foi DJ de boates ditas alternativas da Belém da época.

Bina em Ação no Reveillon 2010

O tempo rolou e a dance music e a disco viraram munição única dos DJs da cidade.Não afeito ao gênero preferiu se dedicar aos seus programas de rádio. As festinhas com aqueles sons “estranhos” rarearam, mas nunca morreram totalmente. Em 2002, Bina abre em Belém o Drum’n’bar, primeiro lugar na cidade dedicado a música eletrônica. E foram vários os DJs que circularam por lá. Eram, pelo menos, três por dia. Bina, já com um case razoável de “coisas estranhas” descia essa música pelos CDjotas. De samba-rock a música cubana. Hoje, BJ toca uma miscelânea de sons que vêm de todos os cantos do mundo. Do pop japonês dos anos 90, ao funk de 70, passando pelas cúmbias, guitarradas, polcas, fanfarras, pop indiano, balkans, kuduro, tecnobrega e sons latinos, preferencialmente o merengue.

Essa mistura começou nas festas Se Rasgum Clássicas, levando às pistas uma grande brincadeira, apelidada de “brega stáile”. Bina ainda faz esse mesmo set, misturando nu jazz, nas festas da Querocausar. No Baile tropical, Bina faz um set totalmente exclusivo feito apenas por clássicos do merengue dos anos 40 e 50.

Serviço:

BAILE TROPICAL #2
SEXTA 11.6 – BOTECO SÃO MATHEUS
DJ TUDO/SP , DJPATRICKTOR4,DJBERNARDO PINHEIRO,DJ BINA JARES
COM FLYER (VIRTUAL OU FÍSICO) OU NOME NA LISTA R$10, SEM LISTA E SEM FLYER 15R$

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